Como o Google define o ranking dos sites nos resultados de busca?

SEO | 02-06-2009 23:36

Por Fran Christy

No artigo anterior sobre mecanismos de busca, falamos sobre os sistemas de links patrocinados, que possibilita que os empreendedores possam colocar seus sites nas primeiras páginas dos mecanismos de busca como Google, Yahoo e MSN, mediante o pagamento por visitante enviado por esses sites. Hoje estaremos falando sobre como conquistar as almejadas posições “naturais”, ou seja, como conquistar o direito de estar na primeira página de um resultado de busca sem ter que pagar por isso!

O termo técnico para esses resultados naturais é “orgânico”, então quando você ouvir ou ler algo sobre posicionamento orgânico no Google ou no Yahoo, trata-se dos resultados que são selecionados pela competição natural, é impossível comprar um lugar nessa lista! É possível, no entanto, otimizar cada página de um site para que elas tenham melhores chances de se colocarem melhor nos resultados, atraindo mais visitantes. Hoje em dia, os resultados são tão relevantes para o usuário, que dificilmente ele passará da 2ª página de busca. Se as páginas de seu site não estiverem colocadas dentre os 20 primeiros resultados, as chances de que um internauta encontre seu site é pequena!

Praticamente todos os mecanismos de busca utilizam formas similares ao determinarem o ranking, ou ordem dos sites que aparecem para cada resultado de busca. O Google entretanto é o mais sensivel, chato e difícil. É por esse motivo que a maioria dos esforços em otimização de seu site, (atividade que é tecnicamente chamada de SEO, em inglês, search engine optimization ou otimização para mecanismos de busca), devem se concentrar no Google, ou seja, se você tornar seu site perfeito para colocação no Google, ele estará igualmente perfeito para colocação em qualquer outro mecanismo de busca. É muito mais fácil obter uma boa colocação no Yahoo do que no que Google. Além do mais, devido à dominação do Google, não chega a valer à pena se preocupar com os demais mecanismos especificamente. Por exemplo, em nossos sites, 80% do nosso tráfego vem do Google. Os outros mecanismos, todos juntos, somam somente 5%. O resto do tráfego vem de outros sites e recomendação direta.

Em primeiro lugar é preciso compreender o ponto de vista dos próprios mecanismos de busca para entender como eles decidirão se suas páginas merecem serem relacionadas e mostradas ao usuários.

A preocupação maior, principalmente do Google, é relevância. Relevância foi o que tornou o Google tão popular e fez muita gente deixar de usar outros mecanismos populares há alguns anos atrás como Yahoo e Alta Vista. Se ao buscar o que você está procurando, os resultados mostrados são irrelevantes para você e não ajudam a resolver seu problema, aos poucos você começará a procurar outra opção, foi esse movimento que fez tanta gente migrar de outros mecanismos de busca menos eficientes para o Google. A maior parte do esforço desses mecanismos ao tentar determinar onde sua página deve ser colocada é a busca de relevância do seu conteúdo para o que o internauta está procurando.

Dentre os fatores técnicos que são usados para determinar sua posição no ranking de busca, a maioria tem o objetivo de verificar o quão relevante seu site é para a busca do internauta (cada página dentro do site separadamente tem um grau de relevância específico).

1. Título da página: Quando falamos em “página”, estamos falando da página específica dentro do site, não do título “do site”! Por exemplo, o nome dessa página que você está lendo agora é o nome desse artigo, não o nome do site (Empreendedorismo Online). O título da página é o fator com maior peso na fórmula do ranking, principalmente no Google.

2. Conteúdo da página:
É importante também que o termo central da página, a “palavra-chave” na qual a página será indexada, seja mencionada no conteúdo desenvolvido. No passado, muitos espertinhos se aproveitaram desse fator, usando técnicas como escrever repetidas vezes a palavra-chave e colocar o texto da mesma cor do fundo para que os visitantes não vissem as palavras sendo repetidas 50 vezes, mas os mecanismos de busca que usam robôs pudessem ver. Hoje em dia, esse tipo de técnica ocasiona a eliminação do site completamente das buscas! O Google principalmente tem pouca tolerência para espertinhos que querem trapacear com as regras de SEO!

A porcentagem em que a palavra-chave aparece no texto da página é chamada tecnicamente de “densidade”. Uma densidade muito alta é vista com desconfiança e pode prejudicar o site. O ideal é não forçar a barra e escrever naturalmente para o leitor, não para os mecanismos de busca, apenas verificando se a palavra chave cuja página pretende obter um ranking vantajoso é mencionada algumas vezes no texto. Por exemplo, se você escreve um artigo sobre motivação empresarial e deseja que as pessoas encontrem seu artigo ao buscarem por esse termo específico no Google, coloque o título da página como “motivação empresarial” e mencione esse exato termo algumas vezes no texto da página de forma natural.

3. URL do site: URL é o endereço do site, no caso aqui a nossa URL é empreendedorismoonline.com A URL supostamente ajuda os mecanismos de busca a definirem sobre o que trata o site. Essa forma de seleção é muito arcaica e os mecanismos de busca estão caminhando em direção a eliminarem esse quesito na fórmula do ranking, mas ainda é possível obter um boost no ranking somente com um endereço que contém a palavra chave. Esse elemento é enganoso e prejudica a relevância, pois nem sempre o endereço da página reflete seu conteúdo. Por exemplo, em meu site Sonhos Estratégicos, o Google tem colocado páginas do site em resultados pelo termo “sonhos”, quando o usuário está procurando por informações sobre sonhos durante o sono, não sonhos sinônimo de objetivos! Isso reduz a relevância para o usuário e consequentemente reduz sua satisfação com o uso da ferramenta, por isso acreditamos que a tendência é esse item ser eliminado completamente no futuro.


4. Reputação do site:
Essa é uma forma para os mecanismos de busca determinarem se a página em questão é relevante ou não para a busca do ponto de vista da comunidade e não do proprietário do site.

O que isso significa? Há 10 anos atrás tudo o que precisávamos para dominar os resultados dos mecanismos de busca era manipular nossas próprias páginas em termos de título, desidade de palavras chave e outros detalhes dentro da página ao alcance do proprietário. Isso claro, deu margem para tudo quanto é espertinho colocar uma enxurrada de conteúdo lixo nos mecanismos de busca, reduzindo a relevância para o usuário e prejudicando sua experiência com o site de busca.

Como uma solução para eliminar o poder total do dono do site em determinar se suas páginas são relevantes ou não, o Google começou a estudar os links que outros sites independentes enviam para o site a ser analisado. Ou seja, se eu visito um site, gosto e decido recomendar em meu próprio site, o Google vê isso como um “voto” de alguém na comunidade online para o site recomendado. Quanto mais desses votos um site tem, mais confiança ele adquire do Google e mais alto suas páginas se colocam em qualquer busca realizada que envolva suas palavras-chave. Ou seja, se você escreve sobre motivação, você faz o que está ao seu alcance editando o título de cada página em seu site para relacionar uma palavra chave específica como “motivação pessoal”, motivação empresarial”, “como motivar funcionários”, e assim por diante, mencionando cada palavra-chave específica dentro do conteúdo de casa página de forma a prover uma densidade suficiente para que o Google veja sua página como relevante para a busca de cada uma das palavras, porém, seu poder pára por aí! Há mais alguns detalhes que você pode manipular, entretanto outra parte da fórmula que define sua posição no ranking de busca irá ver qual a sua reputação na comunidade online. Se seu site não possui links vindos de outros sites, seu posicionamento será prejudicado, principalmente em mercados mais competitivos.

5. Âncora de texto no link: Outro fator que ajuda o Google a definir sobre o que sua página trata e se ela é relevante ou não para a busca do usuário é a âncora de texto que é utilizada por outros sites para recomendar suas páginas. Por exemplo, esse link abaixo recomenda um de meus artigos no site Viva Carpe Diem:

A solução para a falta de tempo

A âncora é a frase contida no link, ou seja,  “a solução para a falta de tempo”, que não é o nome do artigo recomendado, nem o nome do site, mas explica ao Google do que trata o artigo, ou seja, evidencia que o artigo fala sobre solucionar o problema da falta de tempo. O raciocínio do Google é lógico, se uma quantidade grande de sites recomenda seu site com uma âncora específica, fica muito mais fácil determinar sobre o trata o site, além de fornecer credibilidade para com o Google, pois se diversos sites enviam links para o seu recomendando-o, é porque seu site deve ter alguma qualidade!

6. Idade do domínio: Esse é outro fator usado para determinar a seriedade e credibilidade do site. Quanto mais antigo for o endereço de domínio, ou seja, o endereço .com ou .com.br do site, mais chances ele tem de conseguir uma melhor colocação nas buscas, tanto que muitas vezes, sites com conteúdo irrelevante acabam obtendo uma melhor colocação do que outros sites mais certeiros para a busca, pois são mais antigos.

7. Atualização: O Google valoriza sites que são constantemente atualizados. Sites que mantém conteúdo estático, ou seja, que jamais mudam ou adquirem conteúdo novo podem estar abandonados e o Google prefere não mostrar sites abandonados aos seus visitantes. No quesito atualização, blogs como esse site e todos os demais que você conhece nossos, ganham muitos pontos com o Google, pois cada comentário adicionado é considerado uma atualização, além do mais esse tipo de site está sempre recebendo conteúdo novo em forma de artigos.

8. Plataforma e linguagem: Existem diversas plataformas para se construir um site e diversas liguagens de programação para apresentar conteúdo online. A linguagem clássica é HTML, porém essa linguagem está se tornando obsoleta pouco a pouco. Para apresentação de conteúdo caso um site não seja construído em HTML ou diretamente em alguma outra linguagem como ASP ou PHP, existem as plataformas de publicação e administração como Joomla, Drupal, Mambo e Wordpress, este último tendo caído nas graças do Google nos últimos anos. O Wordpress é primariamente uma plataforma de publicação de blogs, porém vem sendo utilizada para publicação de conteúdo nos mais diversos formatos. Todos os nossos sites são blogs contruídos no Wordpress. Os especialistas em SEO dizem que hoje em dia, se seu site não é uma loja de comércio eletrônico e pretende apresentar conteúdo, não há nenhuma razão para não se usar o Wordpress. O Google gosta tanto de sites feitos nessa plataforma que quando estamos contruindo um novo site, precisamos ligar o bloqueio aos mecanismos de busca para que eles não indexem o site ainda em construção. Já tivemos casos antes de descobrirmos esse amor intenso do Google pelo Wordpress em que começamos a construir um site e em questão de algumas horas o site já estava indexado no Google e sendo mostrado na primeira página para algumas palavras que tinham sido definidas como palavras chave no site!  O Wordpress possui um mecanismo interno que avisa não só o Google como os outros mecanismos de busca e indexadores de blog como o Technorati que uma atualização foi feita a cada vez que algo muda no site como um comentário é adicionado, um artigo postado ou qualquer mudança, pequena ou grande.

Só para você ter uma idéia, um site convencional em HTML pode demorar meses para aparecer nos resultados de busca, geralmente aparecendo lá pelo final onde ninguém consegue encontrá-lo. Um site feito em Wordpress é indexado praticamente no momento em que o primeiro artigo é registrado e o proprietário não precisa fazer muito esforço para levar suas páginas para o topo dos resultados.

Além do mais, criar um site no Wordpress é tão simples que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico algum pode fazer. Todo o processo é visual, clica aqui, clica ali e pronto, nada de mexer em códigos de programação ou fazer o design do site na mão. Tudo isso é opcional, já que o Wordpress oferece uma plataforma administrativa 100% intuitiva e visual, e o design do site já vem pronto, podendo-se escolher dentre uma infinidade de temas tanto pagos quanto gratuitos. O Wordpress em si é gratuito e é instalado no próprio site através do painel de controle da conta de hospedagem, portanto, para começar a brincar com ele você precisa ter um endereço de domínio hospedado em algum local primeiro e instalar o Wordpress através da base de scripts do Fantástico, geralmente presente nos melhores serviços de hospedagem. A instalação é feita em 2 cliques, nada complicado! Vamos estar falando mais sobre o Wordpress por aqui.

9. Tamanho do site: O Google adora sites grandes com muito conteúdo, principalmente artigos. Sites pequenos são interpretados como de pouco valor para o usuário, principalmente se não são atualizados com frequência. Sites pequenos necessitam de uma quantidade muito maior de links externos (recomendações de outros sites) e força em outros fatores que discutimos aqui.

Ninguém sabe exatamente qual a fórmula utilizada pelo Google ou pelos outros mecanismos de busca para determinar o ranking para cada palavra-chave. Tudo o que se sabe é resultado de observação e teste de pessoas que se dedicam a estudar esse assunto. As regras do jogo mudam também eventualmente sem aviso algum. Por exemplo, quando o Google resolveu que repetir demais a palavra-chave na página era um abuso do poder do proprietário do site e tentativa de manipular os mecanismos de busca, o Google não avisou ninguém que as regras mudaram, simplesmente baniu todos os sites que utlilizavam essa estratégia de suas buscas. Hoje em dia algo similar está ocorrendo com quem abusa de links externos, pagando para outros sites colocarem links para suas páginas ou criando uma rede de sites artificial cujos sites da rede linkam uns para os outros.

Fran Christy é CEO da Strategic Deals e empreendedora online de 1998. Fran vive o estilo de vida carpe diem, um estilo de vida livre, independente e com propósito que você também pode conquistar ao montar um negócio online e livrar-se do trabalho que ocupa todo o seu tempo e o faz desperdiçar tanta vida! Para maiores informações sobre o seu trabalho e filosofia de vida, visite o site http://www.vivacarpediem.com

11 Comentários »

  1. Comentário by Halley — 10/06/2009 @ 07:37

    Olá!!

    Tenho recebido regularmente informações bastantes interessantes. Espero por em prática tais conhecimentos para realizar resultados financeiros.
    As informações são explícitas.

    Obrigado!
    Halley.

  2. Comentário by Ronnie — 11/06/2009 @ 07:46

    Estou acompanhando a cada e-mail,absorvendo o máximo que posso do que está sendo explicado sobre o negócio online,até aqui tá dando para
    entender,obrigado a todos vocês.
    Um grande abraço.
    Ronnie Roland.

  3. Comentário by José — 11/06/2009 @ 23:25

    Estou acompanhando passo a passo, espero aprender bastante e poder implementar as técnicas abordadas. Grato, José

  4. Comentário by M. Tereza — 12/06/2009 @ 23:43

    Obrigado Fran por essa iniciativa. Isso é o que eu chamo de cooperativismo.!
    Namastê!

  5. Comentário by Antonio — 13/06/2009 @ 18:47

    Olá Fran,

    Estou lendo cada mensagem recebida, aguardando a conclusão do tema para dar início, utilizando as informações que generosamente você tem enviado.

    Um abraço,

    Antonio

  6. Comentário by Andréa — 19/06/2009 @ 13:22

    Obrigada, Fran!!!!!Estou gostando muito.Apesar de está um pouco perdida vou continuar.gostaria que vc falasse em seu site sobre dificuldade de aprendizagem e inteligencias. Um abraço!!!!!!!iniciativa sublime!!!!

  7. Comentário by Leide — 26/06/2009 @ 15:30

    Estou numa expectatativa tão grande de montar um negocio online, estou acompanhando todos os textos. brigada

  8. Comentário by GRZ — 03/08/2009 @ 03:05

    Tô atualizando o site. Comentando.

  9. Comentário by Pedro De souza rabello — 19/08/2009 @ 06:10

    eu tenho uma empresa e me Falta conhecimento para Gerenciar, quero esplorar este curço o maximo possivel…

  10. Comentário by joao — 13/11/2009 @ 12:58

    Estou acompanhando a cada e-mail,ja montei um blog para ir treinando e estou muito satisfeito com aprendizado.
    muito obrigado
    joao
    viveiroagroflor.blogspot.com

  11. Comentário by O buscador — 22/11/2009 @ 01:41

    Ótima lista de como otimizar o site e o mais importante q não sabia, CADA PÁGINA DO SITE. Possuo um site e estou ainda aprendendo sobre SEO e sempre estou em busca de algumas respostas. Uma delas aqui foi respondida.
    Obrigado pelo artigo.

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